sexta-feira, 27 de junho de 2008

Relatora de projeto que criminaliza homofobia se dispõe a ouvir opiniões contrárias

A relatora do projeto que criminaliza a homofobia (discriminação contra homossexuais), senadora Fátima Cleide (PT-RO), disse nesta quinta-feira que se dispõe a receber todos os segmentos religiosos e movimentos contrários à proposta que tramita no Senado. Favorável ao fim dos tratamentos preconceituosos, a petista afirmou que, apesar da sua posição, respeita quem pensa de forma diferente.

(Fonte: Folha Online) - A reação da senadora ocorre no dia seguinte à manifestação que reuniu cerca de mil evangélicos em frente ao Congresso na tarde de ontem (25). Os manifestantes foram ao Congresso para apelo pelo direito de criticar a homossexualidade, sem punições estabelecidas na legislação.

"Sou favorável ao diálogo. A manifestação é legítima. Em momento algum eu critiquei a ação dos manifestantes. Mas sou também contrária a qualquer tipo de discriminação seja qual for a motivação", afirmou a senadora.

"Devemos trabalhar para garantir o respeito aos direitos individuais. A pessoa não pode ser discriminada por causa da sua orientação sexual, na minha opinião."

O projeto está em discussão na CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado. Segundo a relatora, não há previsão de votação. Os senadores Magno Malta (PR-ES) e Marcelo Crivella (PRB-RJ), ligados a igrejas evangélicas, apresentaram votos em separado (alternativos ao relatório de Fátima Cleide).

Após o protesto ontem em frente ao Congresso, alguns manifestantes conseguiram ingressar no Senado e foram recebidos na presidência pelo senador Magno Malta (PR-ES) --que ocupava interinamente na presidência pois o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) estava fora de Brasília. O projeto que está no Senado já foi aprovado na Câmara. De autoria da ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP), a proposta define como crime o preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.

Livro-reportagem relata conversões no cárcere e atuação da igreja em presídios



Histórias de conversões dentro do cárcere narradas com peculiaridades da rotina e rituais dos presos estão no livro-reportagem “Na Humildade – Uma investigação jornalística sobre as conseqüências do crime e das drogas”. A autora, jornalista Diane Duque, apresenta relatos dos detentos sobre como se envolveram no crime e de que forma se converteram. Mostra também a forte atuação da igreja em presídios e o fato, segundo ela surpreendente, de que aproximadamente 80% dos presos são filhos, netos ou parentes de evangélicos.

O livro-reportagem é a narrativa, passo a passo, da experiência da autora ao visitar três unidades penitenciárias, em Bangu, zona oeste do Rio e diversos centros de recuperação para dependentes químicos. “Entretanto, o objetivo é alertar sobre a linha tênue que divide o certo e o errado e que as conseqüências de um erro podem ser muito pior do que se pensa. E ainda, mostrar que com ajuda, força de vontade e fé é possível mudar de vida”, salienta Diane.

Conforme a autora, o título “Na Humildade...” é uma alusão aos presos e aos dependentes químicos, pois ambos usam o termo na humildade, contudo, de diferentes formas. No presídio, os apenados usam “na humildade” ou “com todo o respeito” antes de falar com os agentes penitenciários ou visitantes ilustres, em sinal de submissão e respeito. Já os adictos dizem que só poderão ficar longe das drogas sendo humildes e pedindo ajuda.

A jornalista mostra fotos que revelam como vivem os evangélicos no cárcere e ainda alerta para a importância que a igreja tem na ressocialização de milhares de pessoas. “Mais do que orar, a Igreja também é forte em sua ação social diante de toda a sociedade”, conclui a autora.

Informações sobre a autora e aquisição do livro podem ser obtidas pelo email diane_duque@yahoo.com.br.

Soma

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

Evangélicos protestam contra criminalização da homofobia










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O Atlas da religião no Brasil


O escritor francês André Malraux profetizou: "O século XXI será religioso ou não será." Acertou quem percebeu ênfase na primeira opção e detecta, hoje, campos polireligiosos nos quatro cantos do mundo. Em alguns casos, como no Oriente Médio, esses campos viram arenas de disputas políticas a pretexto da defesa da fé. Em pé de guerra ou de forma pacífica, a crença religiosa vive a experiência do igualitarismo e da diversidade, uma exigência moderna do Ocidente.

No Brasil, onde confessionários, hóstia sagrada, vestes imponentes, anjos, santos e altares, rituais e símbolos da Igreja Católica sempre se confundiram com a história da religiosidade, a alternância de credo chega a transformar a sociedade. No início do século XX, quase 100% dos brasileiros se diziam seguidores do Vaticano. Cem anos depois, o catolicismo segue como maioria absoluta, mas o maior país católico do mundo entrou mesmo na rota da diversidade religiosa do mundo globalizado.

Atlas da filiação religiosa e indicadores sociais no Brasil, assinado pelos professores Cesar Romero Jacob e Dora Rodrigues Hees, da PUC-Rio, e pelos pesquisadores franceses Philipe Waniez e Violette Brustlein, associa pela primeira vez a cartografia à religião para jogar luz sobre a fé brasileira. Reúne 400 mapas, além de tabelas, gráficos e análises dos movimentos que levaram a Igreja Católica a perder em nove anos quase dez pontos porcentuais em seu rebanho: de 83,3% em 1991 para 73,9% em 2000. O Atlas identifica em que territórios e condições

Demográficas e sociais vem ocorrendo a transferência dos fiéis para as correntes evangélicas e para o grupo dos "sem religião", que subiu de 4,7% para 7,4% da população. A debandada se concentra nas periferias dos grandes centros, na zona rural e nas fronteiras agrícolas, áreas com um fenômeno histórico em comum: a atração de migrantes que se tornam vítimas do desenraizamento cultural e do abandono do poder público.

"Há mais de dez anos a Igreja discute a diversidade e sabe que perderia fiéis nesse processo, mas não contava com uma diminuição tão acelerada. Durante 90 anos, de 1890 a 1980, perdeu dez pontos porcentuais. Na última década caiu mais de um ponto por ano", compara Jacob. Com base nos dois últimos censos do IBGE, o estudo mostra e analisa as transformações sócio-religiosas em mapas federais, estaduais e metropolitanos. É um instrumento revelador para os estrategistas das religiões que disputam os fiéis - ou, em alguns casos, os eleitores. Em função da mistura inédita de fé e religião na campanha de Anthony Garotinho (PSB-RJ) nas eleições presidenciais, os pesquisadores cruzaram os dados sobre os votos do ex-governador e constataram que os lugares onde a Rede Record - controlada pelo bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus - tem mais retransmissoras coincidem com as maiores concentrações de pentecostais e com os melhores desempenhos do candidato. Ele teve menor votação nos locais onde o Brasil é mais católico.

Religião

Se os pentecostais cresceram de 6% para 10,6% em nove anos, o Atlas mostra que o avanço não se deu de forma homogênea. Na maior parte da região Norte e em grande parte do Centro-Oeste, eles chegam a mais de 16% da população, enquanto a Igreja Católica perde mais de 16 pontos porcentuais. A Igreja se mantém firme na zona rural, porém cada vez mais esvaziada pelo êxodo, bem como nos núcleos das capitais, com melhores indicadores sociais. É no interior do Nordeste que a influência do catolicismo permanece mais viva. Continua forte também na maior parte de Minas Gerais, Santa Catarina, no sul do Paraná e no norte do Rio Grande do Sul.

Os adeptos da tese de que há uma conspiração contra a soberania brasileira na Amazônia encontram um terreno fértil nos mapas, que detectam na região uma influência crescente de religiões que reúnem numerosos adeptos nos Estados Unidos, especialmente os missionários batistas, adventistas e da Assembléia de Deus. As duas primeiras são classificadas como tradicionais, enquanto a Assembléia, a maior das pentecostais, apresentou em áreas do Amazonas, Pará e Amapá um crescimento de mais de dez pontos porcentuais. "Não gosto de teorias conspiratórias, mas não sou ingênuo de achar que elas não existem. A região tem a maior reserva de água doce do mundo", ressalta o pesquisador Jacob. No Nordeste, é visível a entrada dos pentecostais pelo oeste do Maranhão, litoral de Pernambuco e sul da Bahia.

As outras religiões que compõem o mosaico da diversidade estão presentes especialmente nas metrópoles, mas não interferem na batalha estatística entre católicos e evangélicos. Isso pode ser explicado, segundo os autores do trabalho, pela própria falta de interesse dessas religiões em ampliar seus domínios. O islamismo, a religião que mais cresce no mundo, não é significativo no Brasil: tem apenas 27,2 mil seguidores. É uma presença menor do que a do judaísmo (87 mil) e a do budismo (214,8 mil). Os seguidores da umbanda e do candomblé somam 515 mil e curiosamente não estão concentrados na Bahia, mas no Rio, São Paulo e Porto Alegre. Os espíritas lideram o ranking dos menores, com 2,3 milhões concentrados em São Paulo e no Rio.

Com a globalização, maior acesso à informação, à tecnologia e a respostas científicas para antigos mistérios divinos, era de se esperar que o mundo se distanciasse da religião. Mas não é o que acontece. "As pessoas buscam mais o sentido da vida e esse é um caminho natural para a religiosidade", diz Regina Novaes, antropóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto de Estudos da Religião (Iser). Outro fator explica mais nitidamente o poder de atração das igrejas evangélicas sobre os setores mais carentes da população: a auto-ajuda e a congregação social. "É a chave dos pentecostais", afirma a antropóloga. Para ela, os evangélicos falam da vida real e de soluções para os problemas cotidianos, enquanto o catolicismo remete a salvação para depois da morte. É muito importante, também, o atendimento personalizado. A pregação pentecostal individualiza os fiéis: "Você é o escolhido por Deus."

A operária aposentada Maria Pereira Rodrigues é um retrato evangélico no Brasil, migrante e desenraizado. Ela e o marido, Constantino Rodrigues, ambos de 54 anos, se mudaram há três décadas de Minas Gerais para Guarulhos, periferia da Grande São Paulo, onde trocaram o catolicismo pela Igreja Internacional da Graça. "Eu sofria de uma tosse alérgica que não me deixava dormir e consumia metade do meu ordenado em remédios. Fui a um culto da igreja e uma semana depois já não sentia nada", conta Maria. Na esteira da "cura" ela levou para os cultos o marido, os dois filhos e as noras. O Atlas identifica uma categoria de trabalhadores predominante entre os pentecostais: a empregada doméstica. "O perfil deste grupo é de não-brancos com menor escolaridade e menor renda. Chama a atenção o alto porcentual de mulheres que trabalham como domésticas. Já os empregadores são, em maioria, católicos", explica Jacob.

Vida nova

A identificação da empregada doméstica alagoana Maria das Dores Vieira da Silva com a Assembléia de Deus foi quase imediata. "Antes eu frequentava pagode, bebia e chegava na segunda-feira estragada. Tinha uma vida desregrada, minha alegria era passageira. Na igreja, mudei de vida e hoje tenho felicidade permanente" diz. Maria frequenta um templo em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Lá ela reza, se diverte e faz uma espécie de terapia. Trabalha em Ipanema, zona sul carioca, na casa da capixaba Martha Barroso, que, reforçando a tese, é católica. As duas, patroa e empregada, são o revestimento pacífico e predominante hoje nas relações entre os grupos religiosos. "Eu adoro ser católica, mas respeito as outras opções. Percebo que a igreja evangélica supre a vida social da Maria", diz Martha.

Por coincidência, Martha e Maria moram no Rio de Janeiro, identificado pelo IBGE como o Estado de maior pluralismo religioso. O comerciante carioca Angelo Roberto de Siqueira Neto é a própria tradução da diversidade. Ele nasceu católico há 58 anos, fez a primeira comunhão e seguiu a tradição até a adolescência, quando se tornou mórmon. Depois, passou a questionar tudo e virou ateu. Na idade madura, se converteu ao espiritismo kardecista, que frequenta até hoje sem abandonar suas investigações filosóficas. Admira o budismo e faz meditação.Durante os meses em que morou na Bahia, conheceu o candomblé e a umbanda. Tudo é equilibrado pelo tai-chi-chuan, uma arte marcial com base espiritualista. "Praticar várias religiões só mostra que tudo leva ao mesmo lugar: a Deus."

Se o avanço dos pentecostais se dá principalmente entre os mais pobres, moradores da periferia e migrantes, o catolicismo se mantém praticamente intacto na outra ponta, os brancos de renda mais alta e maior nível de escolaridade. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, 50 anos, médico e pertencente a uma tradicional família de Pindamonhangaba, interior do Estado, é um expoente do catolicismo. Ele e a mulher, Maria Lúcia, 51 anos, frequentam aos domingos, com os três filhos, uma igreja no Morumbi, onde têm seu apartamento. São devotos de Nossa Senhora Aparecida. Em discursos e palestras, o governador costuma citar frases de São Tomás de Aquino e Santo Agostinho. Uma de suas preferidas, de Santo Agostinho, diz: "Prefiro os que me criticam porque me corrigem aos que me adulam porque me corrompem."

Como a família Alckmin, a maioria dos católicos é tradicional nos costumes. A experiência religiosa moderna, no entanto, tende a construir novos e flexíveis conceitos. A tese consta da pesquisa Desafios do catolicismo na cidade: pesquisa em regiões metropolitanas, realizada no ano passado pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris). O trabalho, coordenado pela socióloga Sílvia Regina Fernandes, detecta anseios como o da atualização da Igreja Católica. É, por exemplo, o caminho da Renovação Carismática, que atrai muitos jovens. "Há uma tendência moderna em considerar como privadas as questões ligadas à sexualidade", conclui a pesquisa. Ou seja, os católicos querem cada vez mais autonomia em relação a assuntos de foro íntimo, como casamento, métodos contraceptivos e opção sexual, temas que o Vaticano tenta manter sob o controle de suas rígidas tradições.

Na pesquisa do Ceris, grande parte dos católicos é a favor do segundo casamento (62,7%), do sexo antes do casamento (43,6%) e do divórcio (60%). Segundo Sílvia, "eles esperam que a Igreja promova debates e oriente, sem imposições". Da mesma forma, o brasilianista John Burdick, que nasceu em Massachusetts (EUA) e viveu na Baixada Fluminense na década de 80, diz em seu livro Procurando Deus no Brasil que o "modelo da religião única deixou de ser satisfatório". Em seu trabalho antropológico, Burdick flagra os católicos em migração para o pentecostalismo ou a umbanda. Ao fim de tudo, a constatação é de que religião, hoje, é um mercado livre. Do lado bom tem a palavra livre e do ruim, o mercado.

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

Conservadores declaram fim da comunhão Anglicana


A crise global entre conservadores e liberais anglicanos parece ser irreversível.“ Já não há esperança para uma comunhão unificada”.
Quem o diz é Peter Akinola, Arcebispo anglicano, primaz da Nigéria, e porta-estandarte da facção conservadora da igreja anglicana a nível global.

O pronunciamento formal da cisão interna da Igreja Anglicana está contido num documento de 89 páginas intitulado “The Way, The Truth and The Life” (O Caminho, A Verdade e A Vida) produzido pela facção conservadora da Igreja, e é o mais próximo de uma declaração oficial de cisma que já se viu nesta complexa disputa.

O documento tem o total apoio de dirigentes das igrejas anglicanas africanas, especialmente da Nigéria, Uganda e Ruanda, três países que possuem juntos quase metade de todos os seguidores da Igreja Anglicana mundial.

Segundo o Arcebispo nigeriano Perter Akinola, não há mais esperanças de unificação. “Se falharmos agora, corremos o risco de guiar milhões de pessoas para longe das Sagradas Escrituras e também, mais seriamente, encarar a real possibilidade de negar o Nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo”, disse.

“Queremos a união, mas não pelo preço de renegar Cristo em detrimento de outro ‘professor’, que pode ser obedecido ou desobedecido”, completou.

O Arcebispo disse, ainda, que a cisão interna somente será evitada se as igrejas que toleram o homossexualismo e abençoam as uniões entre pessoas do mesmo sexo deixarem de agir desta forma.

Embora o principal ponto de ruptura tenha sido a ordenação episcopal na América, em 2003, de Gene Robinson, um divorciado e homossexual assumido, a cisão entre as diferentes facções é mais profunda e tem muito a ver com diferentes entendimentos das escrituras e teologias fundamentais do cristianismo.

As igrejas americana, canadiana e neo-zelandesa, são das mais liberais, permitindo ordenação de mulheres, até ao nível de bispo, a ordenação de homossexuais assumidos e não celibatários e, em muitos casos, a prática tolerada, embora não sancionada oficialmente, de casamentos homossexuais.

Estas práticas enfurecem os conservadores, que se encontram baseados sobretudo em África e em pequenas bolsas nos países ocidentais. Estas comunidades têm vindo a abandonar as suas igrejas nacionais, transferindo a sua lealdade para as africanas, o que tem causado grandes disputas jurídicas sob posse de propriedades, e acusações entre as igrejas nacionais, conhecidas por províncias.

No meio da tempestade, encontra-se o Arcebispo de Cantuária, Rowan Williams, “primus inter pares” da comunhão, que se tem esforçado para manter a paz entre as partes em disputa.

Em Julho terá início uma reunião de todos os bispos da comunhão anglicana, em Lambeth, Inglaterra. A conferência ocorre de dez em dez anos e esta edição promete ser a mais complexa de todas.

Ambas as facções têm estado a tomar posições antes da conferência. Enquanto muitos conservadores já prometeram boicotar, organizando um encontro paralelo em Jerusalém, os liberais também não têm descansado. A Austrália acelerou o processo de ordenação das primeiras mulheres bispo, para poderem marcar presença em Lambeth, e há dias, em Londres, teve lugar um casamento homossexual entre dois padres anglicanos, conduzido sem o conhecimento nem a autorização do bispo local.

Este documento, “O Caminho, a Verdade e a Vida” parece apenas confirmar no terreno uma divisão que já se deu no coração da comunhão anglicana há muito tempo.

Diário Cristão

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

Pais de adolescente morta por seita em Tangará escreve carta

Os pais de uma adolescente que cometeu suicídio supostamente por incentivo de uma “seita” virtual escreveram carta em que relatam a dor da perda e se dizem engajados na luta para que outros jovens da cidade evitem o mesmo caminho. “Não temos mais filhos para ajudar e poderíamos muito bem estarmos chorando a nossa dor e acomodados, no entanto, estamos tentando ajudar ´os filhos dos outros´, pois à nós não foi dado este privilégio de termos sido orientado antecipadamente” – diz um trecho da carta. O nome dos pais, por razões de segurança, não será revelado.
“Temos buscado força em Deus e em todos nossos amigos e o que temos feito é pelo menos tentar ajudar outros jovens a não caírem nesta situação diabólica, leviana, traiçoeira, ligeira...” – dizem, taxativamente. “Imploramos por vossas orações, para que Deus continue nos ajudando e nos dando forças para continuarmos, pois sabemos que se Deus não estiver na frente desta batalha, estaremos perdidos”.

Leia a integra da carta

“Em primeiro lugar quero agradecer a Jesus, pois nestes dias Ele é que tem nos carregado em suas mãos. Queremos dizer que perdemos “tudo aqui na terra, como amor de Pais”, a nossa perda ninguém pode imaginar, somente Deus e alguns outros pais que também perderam seus filhos. Não temos mais filhos para perder, porém, ainda temos este imenso amor de pais dentro de nós e nossa obrigação como Cristãos, que mesmo sofrido de morte, estamos buscando forças em Deus para ajudar o nosso próximo, pois este é o grande mandamento do Senhor. Temos buscado força em Deus e em todos nossos amigos e o que temos feito é pelo menos tentar ajudar outros jovens a não caírem nesta situação diabólica, leviana, traiçoeira, ligeira...
Após o acontecido, mesmo ferido de morte, fomos trabalhar para ajudar, ou seja, estamos divulgando para o máximo de pessoas possíveis o acontecido, inclusive, distribuindo materiais na cidade e falando com os líderes religiosos de nossa cidade, para que multipliquem estas informações e orientem aos pais, pois sabemos que as palavras deles tem outro valor para a sociedade, do que a simples voz de uma pessoa comum como nós.
Imploramos por vossas orações, para que Deus continue nos ajudando e nos dando forças para continuarmos, pois sabemos que se Deus não estiver na frente desta batalha, estaremos perdidos.
Informamos que não temos mais filhos para ajudar e poderíamos muito bem estarmos chorando a nossa dor e acomodados, no entanto, estamos tentando ajudar ´os filhos dos outros´, pois à nós não foi dado este privilégio de termos sido orientado antecipadamente. O que está por traz disto tudo não sabemos, porém, temos uma certeza absoluta que estes jovens estão iludidos e são VÍTIMAS e não culpados.
E ainda clamamos a união dos Pais, para juntos fazermos um melhor trabalho de ajudar à todos os nossos jovens”.

Diário da Serra/24 Horas News

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Sociedade : Jovens crentes sem religião crescem no país

Uma nova forma de religiosidade cresce entre jovens brasileiros. São os crentes sem religião, que valorizam a fé, mas sem se vincularem a uma igreja.

(Fonte: ALC) - Pesquisa do teólogo Jorge Cláudio Ribeiro, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ainda inédita e que será apresentada no livro “Religiosidade Jovem”, indica que, de 520 universitários entrevistados, de 17 a 25 anos, 32% são “jovens sem religião”.

O tema é assunto de comportamento da revista IstoÉ desta semana, com chamada de capa para a matéria “A fé da juventude”, do repórter Rodrigo Cardoso. Dos jovens sem religião da pesquisa de Ribeiro, 12,2% se declararam agnósticos ou ateus e 19,8% crentes sem religião.

A novidade reside precisamente nos crentes sem religião. “O espírito buscador do jovem não procura uma instituição religiosa que o enquadre, mas uma doutrina onde ele se encontre”, declarou a antropóloga Regina Novaes para a IstoÉ.

A concepção de que a fé só poderia ser vivida dentro de uma religião ou de uma igreja passa a ser questionada pela juventude. Ribeiro verificou, na pesquisa, que para o jovem brasileiro ter fé é mais importante do que seguir uma doutrina.

Segundo matéria da IstoÉ, “os símbolos religiosos, antes difundidos na igreja e no âmbito familiar, circulam mais por outras áreas de domínio público”, como blogs, camisetas, feiras, na moda.

Para Regina Novaes, “na juventude é o momento de se experimentar. E, hoje, também se experimenta religião”. Sem dúvida, um desafio para as igrejas históricas, pentecostais, neopentecostais, na busca de jovens para suas fileiras.

PL 122/06: manifestantes se opõem ao projeto, mas não às pessoas


Um grupo de 80 líderes evangélicos, entregou ontem (25) à Mesa do Senado um manifesto popular contra a aprovação do PLC 122/06. Deputados federais, senadores e pastores de diversas igrejas evangélicas, integrantes da Frente Nacional Evangélica, consideram que, a pretexto de combater a homofobia, o PLC 122/06 fere a liberdade de manifestação religiosa e o direito à livre manifestação do pensamento.

(Fonte: Portas Abertas / Agência Senado) - Isso porque criminalizaria "toda e qualquer manifestação contrária ao homossexualismo e às suas práticas, ferindo o direito constitucional que cada cidadão tem de, livremente, manifestar-se, expressar-se e opinar sobre qualquer tipo de conduta moral ou tema social".

“Não se trata aqui da pessoa ter liberdade de ser o que gostaria de ser. Se ela quer ser homossexual, que seja; se quer se juntar com alguém, que se junte. Mas eu não preciso aceitar isso”, disse o pastor Fadi Faraj, do Ministério da Fé.

No entendimento dele, o projeto suprime o direito à opinião do indivíduo e confere mais direitos a uns cidadãos do que a outros. “Eu tenho minha opinião e não gostaria de ver meu filho recebendo educação que considero inadequada dentro de uma escola. Não gostaria de ver nossa liberdade constitucional violentada por eu ter que engolir algo em que eu não acredito”, afirmou.

"Achamos que o problema da discriminação não atinge só os homossexuais, mas também os negros, as mulheres, até mesmo nós evangélicos. O projeto de lei dá poderes ditatoriais a uma minoria. Se um funcionário for dispensado de uma empresa, por exemplo, pode alegar homofobia e o dono da empresa vai ser preso por crime hediondo, inafiançável. Queremos trazer um projeto para proteger todas as minorias", disse o deputado Rodovalho (DEM-DF), da Igreja Sara Nossa Terra.

Proteção ou privilégio?

Os líderes evangélicos foram recebidos pelo senador Magno Malta (PR-ES), que também é contra a aprovação da proposta. Segundo ele, qualquer um que criticar ou rejeitar alguém para emprego ou transação comercial em virtude da “opção sexual” poderá ser preso.

Em discurso na tribuna do Senado, Magno Malta disse que ele e seus colegas se opõem ao projeto, mas "não às pessoas". Ele disse que alegar a necessidade da lei “porque estão matando homossexuais na rua" é uma distorção. "Matar não pode em nenhuma circunstância! Aqueles que têm disposição de matar, continuarão matando, independentemente de lei ou não, porque a mente criminosa será sempre a mente criminosa", alegou.

Para o senador, "o projeto cria um império homossexual no Brasil, uma casta diferenciada que não foi dada aos negros nem está nos estatutos do índio, do idoso ou do deficiente físico" (leia as penas previstas, aqui).

Relatora do projeto no Senado, a senadora Fátima Cleide (PT-RO) criticou a mobilização dos evangélicos. "Infelizmente alguns religiosos utilizam discurso político para tentar ludibriar as pessoas crentes e tementes a Deus. Há que se observar aí mais uma postura de intolerância, pois em qualquer religião há diversidade dos seres humanos", afirmou.

Do lado de fora do Congreso Nacional, mil evangélicos, segundo estimativa da Polícia Militar, deram as mãos, oraram e tentaram sem sucesso entrar nas dependências do Congresso Nacional, mas foram impedidos.

Sociedade : PL 122/06: Deputado Manoel Ferreira discorda de pro

O substitutivo ao projeto de lei complementar que tramita no Senado Federal e visa assegurar direitos a homossexuais foi criticado, ontem, pelo deputado Manoel Ferreira (PR). O republicano explicitou sua insatisfação alegando que a iniciativa garante direitos já previstos na Constituição Federal.

(Fonte: Fisepe) - "Não acho correto que um certo grupo, nesse caso, os homossexuais, tenha mais direitos afirmados que outros. O artigo 3o, inciso IV da Constituição ressalta que o objeto fundamental da República Federativa do Brasil é promover o bem-estar de todos, sem preconceito de origem, cor, idade, sexo ou qualquer outra forma de discriminação", argumentou, acrescentando que a medida pode promover segregação social. "O homossexualismo não adiciona direitos a ninguém. O homossexual não pode queixar-se caso seu empregador queira demiti-lo, temendo a corrupção moral de sua empresa. O substitutivo é inconstitucional, pois vai de encontro à Carta Magna".

Ferreira informou que ontem uma comissão formada por pastores, deputados e senadores evangélicos protestaram contra o projeto nos gabinetes dos deputados federais.

PL 122/06: governo tenta minimizar ligações feitas ao "Alô Senado"

BRASIL (*) - Uma avalanche de ligações para o serviço de atendimento "Alô Senado" rejeitando o PLC 122/06, durante um ano, levou a direção do Senado a fazer um levantamento nacional pelo seu instituto de pesquisa, o DataSenado, para ter um termômetro próprio sobre o assunto e tentar minimizar a mobilização daqueles que tentam se fazer ouvir pelos senadores da República de forma democrática.

Nos últimos 12 meses, o Alô Senado recebeu 140 mil ligações de pessoas se manifestando sobre esse assunto, número recorde nos últimos cinco anos. Do total de ligações e mensagens eletrônicas enviadas, 73% se manifestaram contrários ao projeto de lei e só 13% defenderam. Essa movimentação dos grupos de pressão aconteceu depois que o projeto, que já foi aprovado na Câmara, chegou ao Senado.

Mas o levantamento feito pelo DataSenado entre 1122 pessoas, nos dias 6 e 16 de junho - exatamente depois da Parada do Orgulho Gay que pedia a criminalização da homofobia (no dia 25/05) - mostra o contrário: 70% dos entrevistados concordaram com a aprovação da lei que pune atos de discriminação ou preconceito contra os homossexuais

Ocorre que a pesquisa do DataSenado não se preocupou em questionar os artigos que estão trazendo polêmica entre os grupos religiosos. Apenas duas perguntas foram feitas: “Você tomou conhecimento do projeto? Você concorda ou discorda que a discriminação seja crime?”

Apenas 26% desses entrevistados mostraram discordância. Nessa mesma pesquisa, 69% disseram que tinham conhecimento do projeto e 30% desconheciam a proposta. A margem de erro é de 3%.

Importante lembrar que tomar conhecimento é o mesmo que ouvir falar. Até porque o levantamento não se preocupou em saber se de fato os entrevistados conheciam o teor do projeto.

Mídia divulga pesquisa alternativa

Segundo reportagem do jornal “O Globo”, “havia um temor dos próprios senadores de que o resultado da votação do projeto pudesse ser influenciado por uma pressão de caráter religioso. Por isso, a decisão de fazer um levantamento com amostragem nacional. O DataSenado já existe desde 2005 e faz pesquisas para orientar os parlamentares sobre a opinião da população sobre temas determinados.”

“Estava havendo uma irracionalidade no debate. Havia uma forte pressão religiosa sobre o tema. Por isso, é importante esse tipo de pesquisa para ajudar a revelar como pensa a sociedade brasileira sobre o assunto”, defendeu a líder do PT no Senado, Ideli Salvati (SC), que luta pela aprovação do PLC 122/06.

Coincidentemente, o levantamento do DataSenado foi divulgado na semana da manifestação programada pelos que contestam o PLC 122/06 em frente ao Congresso Nacional.

O “Alô Senado” foi criado para ouvir a população brasileira sobre os projetos de lei que estão sendo discutidos entre os senadores. Quem telefona para lá já tem um conhecimento mínimo sobre o assunto e se manifesta justamente porque sabe das conseqüências que uma lei terá sobre o seu dia-a-dia.

* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.

(Fonte:
www.portasabertas.org.br)

Magno Malta recebe evangélicos contrários à criminalização da homofobia


O 4º secretário do Senado, Magno Malta (PR-ES) recebeu, nesta quarta-feira (25), na sala da Presidência, representantes da Frente Nacional Evangélica que vieram ao Congresso protestar contra a aprovação do projeto de lei da Câmara (PLC 122/06) que torna crime a discriminação contra homossexuais.

Integrada por vários deputados federais, senadores e pastores de diversas igrejas evangélicas, a frente considera que, a pretexto de combater a homofobia, o PLC 122/06 fere a liberdade de manifestação religiosa e o direito à livre manifestação do pensamento. Isso porque criminalizaria "toda e qualquer manifestação contrária ao homossexualismo e às suas práticas, ferindo o direito constitucional que cada cidadão tem de, livremente, manifestar-se, expressar-se e opinar sobre qualquer tipo de conduta moral ou tema social".

Na opinião do pastor Fadi Faraj, do Ministério da Fé, o projeto suprime o direito à opinião do indivíduo e confere mais direitos a uns cidadãos do que a outros.

- Não se trata aqui da pessoa ter liberdade de ser o que gostaria de ser. Se ela quer ser homossexual, que seja; se quer se juntar com alguém, que se junte. Mas eu não preciso aceitar isso. Eu tenho minha opinião e não gostaria de ver meu filho recebendo educação que considero inadequada dentro de uma escola. Não gostaria de ver nossa liberdade constitucional violentada por eu ter que engolir algo em que eu não acredito- disse Fadi Faraj.

O PLC 122/06, já aprovado na Câmara dos Deputados, encontra-se em análise na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

Após o encontro com Magno Malta, os evangélicos se dirigiram ao Plenário e encaminharam à Mesa da Casa um manifesto contra a aprovação do PLC 122/06.

Agência Senado

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

Evangélicos protestam no Congresso contra criminalização da homofobia


Centenas de evangélicos participaram do protesto

Um grupo de 80 líderes evangélicos entregou hoje (25) à Mesa do Senado um manifesto contra a aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia.
Os líderes representavam cerca de 500 evangélicos que fizeram um protesto em frente ao Senado contra a aprovação do projeto, e que foram impedidos de entrar no Congresso.
O grupo foi recebido pelo senador Magno Malta (PR-ES), que também é contra a aprovação da proposta.
Para Magno Malta, o projeto cria “um império homossexual no Brasil”, porque, segundo ele, qualquer um que criticar ou rejeitar alguém para emprego ou transação comercial em virtude da opção sexual poderá ser preso.
O projeto propiciaria inclusive a impunidade da pedofilia e da necrofilia, na avaliação do senador. “O pedófilo vai dizer que a opção sexual dele é menino de 9 anos”, declarou Malta.
O vice-presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), pastor Silas Malafaia, considerou o projeto “uma afronta à democracia”, porque inibe a liberdade de expressão.
“No estado democrático ninguém está imune à crítica”, afirmou.
O pastor do Ministério da Fé Fadi Faraj, disse que o projeto compara a opção sexual às raças e etnias, o que ele considerou “um absurdo”.
“Isso [homossexuais] não é uma minoria, isso é um comportamento sexual”, disse o pastor.
O projeto de lei já foi aprovado na Câmara dos Deputados.

Agência Brasil

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Sociedade : Lei da Mordaça Gay: Grande mobilização contra a aprovação do projeto!

(Fonte: www.juliosevero.com) - O livre arbítrio, ou seja, a liberdade de escolha sobre o que fazer na vida, é um direito dado por Deus a todos os homens. Não cabe aos cristãos a tarefa de julgar comportamentos homossexuais ou impedi-los.

Mas cabe aos cristãos a liberdade de pregar trechos da Bíblia Sagrada, ainda que existam posições discordantes! Sem a ameaça de prisão ou o confisco dos livros!

Entenda o conteúdo do projeto e o impacto sobre a sua vida, aqui.

Diante de uma possível votação nos próximos dias, voltamos a convocar todas as pessoas que estão fora do Distrito Federal a enviarem mensagens de repúdio aos senadores (veja lista completa, aqui) ou telefonarem para o Alô Senado no 0800 61 22 11, a ligação é gratuita.

Atenção à tramitação do projeto

Atualmente o projeto está para ser votado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). De lá, seguirá para a aprovação da Comissão de Direitos Humanos (CDH) e depois para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Pode parecer um longo trajeto, mas não é. Assim que deixar a CCJ, o PLC 122/06 irá diretamente para mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já disse que irá sancionar (ou seja, assinar) a lei de homofobia.

Corre à boca pequena que a transferência do projeto da CDH no início do ano para a CAS seria para ganhar tempo e fazer um acordo com senadores. Ore para que não haja nenhuma forma de cooptação dos políticos envolvidos no processo.

Votação surpresa

Faz parte da estratégia usada pelos senadores (e também por deputados e vereadores) a falta de transparência na agenda dos trabalhos legislativos – o que impede que o povo conheça com antecedência o que está para ser votado, e portanto, não consiga se mobilizar a tempo.

Desse modo, diversas leis que interferem diretamente na vida dos cidadãos são aprovadas. E foi exatamente assim que o PLC 122/06 foi aprovado em todas as comissões (colocado em pauta na última hora) e pelo plenário da Câmara dos Deputados, em uma sessão esvaziada, quando a bancada evangélica estava ausente.

Muitos deputados à época não criam na aprovação de uma lei tão absurda que fere a liberdade de pregação da Bíblia Sagrada (leia mais), entre outros pontos. Mas o projeto chegou ao Senado e está próximo de se tornar lei.

Lembre-se: nossa liberdade religiosa, de interpretação e pregação – não apenas de trechos bíblicos como também do Alcorão e da Torá – podem sofrer um "cala boca".

Se o PLC 122/06 for aprovado como está, você poderá assistir pastores, padres, rabinos e xeiques presos. A realidade da Igreja Perseguida expressa em nossa revista e livros pode se tornar a realidade da Igreja Brasileira. Sem contar que seremos obrigados a "contrabandear" Bíblias cujo original não foi censurado!

Clique aqui para saber o endereço e o telefone dos 36 senadores e ver uma sugestão de modelo de carta.

Entenda toda a polêmica e o risco que os brasileiros estão correndo por meio do PLC 122/06 e do PL 6418/2005 aqui!

O telefone do Senado é 0800 61 22 11. A ligação é gratuita. Pressione os senadores do seu Estado e manifeste-se contra o projeto!

Fonte: Missão Portas Abertas

Divulgação: www.juliosevero.com

terça-feira, 24 de junho de 2008

Projeto Bíblia Manuscrita começa a ser realizado em Mato Grosso

O Projeto da Bíblia Manuscrita já está em Mato Grosso. O projeto, lançado nacionalmente em março, no Rio de Janeiro, é desenvolvido pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) e tem como objetivo difundir a Bíblia e a sua mensagem para todas as pessoas e grupos sociais como instrumento de transformação espiritual, de fortalecimento de valores éticos e morais. A ação é alusiva ao Ano da Bíblia e visa colocar o Livro Sagrado em evidência durante todo o ano de 2008.
A iniciativa prevê a montagem, em cada estado, de um “scriptorium”- como eram conhecidos os recintos onde os copistas atuavam no período medieval - onde os convidados iniciarão a cópia de um exemplar da Bíblia Sagrada. Voluntários auxiliarão os copistas na transcrição da Bíblia Sagrada, onde cada participante poderá escrever no máximo dois versículos para que assim haja uma maior participação e variedade de caligrafias. Os copistas voluntários serão acompanhados durante a transcrição para evitar erros que comprometam o documento e terão registrados seus dados pessoais e os respectivos trechos bíblicos copiados.
“Começando com as autoridades e a participação geral de todos os segmentos da sociedade, os capítulos da Bíblia serão copilados individualmente até setembro, e, no final do projeto, que deverá ocorrer em dezembro próximo, esses exemplares serão encadernados e encaminhados às bibliotecas municipais e estaduais de todo o país” - explicou o deputado Sérgio Ricardo (PR), presidente da Assembléia Legislativa, que aderiu ao projeto.
O projeto tem um aspecto social que propõe doações para o Programa Inclusão do Deficiente Visual, mantido pela SBB que hoje beneficia 2,5 mil pessoas, além de instituições de atendimento ao deficiente visual. Durante o período de manuscrito serão captados recursos que vão possibilitar levar escrituras em braile e áudio a um número ainda maior de deficientes.
A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) foi fundada em 10 de junho de 1948, no Rio de Janeiro. A partir de então, assume as atividades de tradução, produção e distribuição da Bíblia em todo o território brasileiro. Desde a sua fundação até hoje, a SBB já distribuiu mais de 68 milhões de exemplares da Bíblia e do Novo Testamento.
A entidade revive a prática medieval de copiar de forma manuscrita para marcar o aniversário de 60 anos. Em âmbito nacional o lançamento do projeto Bíblia Manuscrita, aconteceu na manhã do dia 24 de março de 2008, na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro (RJ).

24HorasNews

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

Cientologia ganha fiéis no Brasil

A atendente traz um papel sulfite todo rabiscado de caneta preta, como se estivesse carregando uma prancheta médica. E com más notícias. Depois de apenas 40 segundos de análise, contados no relógio, ela diz sem rodeios que minha mente precisa rapidamente de ajuda. Me mostra, na tal folha sulfite, como meu espírito está fraco, impedindo o corpo de evoluir. Tenho falhas graves que vão da minha falta de confiança até a minha relação com os familiares. A situação é urgente, diz ela, com cara de preocupada. E apenas a Igreja da Cientologia pode me ajudar.

Adorada e perseguida com a mesma intensidade nos EUA e em diversos países da Europa, a Cientologia não sai das manchetes dos tablóides e revistas sensacionalistas desde que Tom Cruise, John Travolta, Lisa Marie Presley e diversas outras estrelas começaram a propagar as maravilhas dessa religião criada na década de 50.

São quase 10 milhões de fiéis, segundo a sua direção. A polêmica, no entanto, já começa na palavra "religião" - tribunais da Alemanha, Áustria e Holanda deram decisões nos últimos anos tachando a Cientologia de "seita gananciosa" ou "filosofia inescrupulosa". "Lavagem cerebral" também tem sido bastante usado. Isso sem falar nos boatos - Tom Cruise teria comido a placenta da sua filha, sua esposa, Katie Holmes, não pôde tomar remédios no parto, alienígenas controlam a mente das pessoas, crianças são "desassociadas" de suas famílias para integrar a trupe da Cientologia...

Apesar de todo esse burburinho, há um local onde a Cientologia cresce expressiva e silenciosamente, sem chamar atenção ou ser alvo de críticas. É ali na Rua Serra de Botucatu, uma pequena via no Tatuapé, na zona leste de São Paulo, que um sobrado com portão de ferro e pintura descascada faz as vezes de templo e atrai cada vez mais paulistanos atrás dos ensinamentos da Igreja.

Desde meados da década de 90, cerca de 15 mil pessoas já passaram pelo local e compraram ao menos uma cópia dos livros da Cientologia - são 18 títulos editados em português. Segundo a porta-voz da religião no País, Lucia Winther, a intenção agora é montar uma grande sede em São Paulo, nos moldes dos prédios luxuosos da Cientologia em Berlim, na Alemanha, e em Londres, na Inglaterra.

"Claro que queremos crescer. Apenas neste começo de ano, tivemos um aumento de 40% na procura", diz a ministra da religião no País. No começo da década de 80, depois de abandonar o curso de Medicina Veterinária, Lucia conheceu a crença nos Estados Unidos, ao entrar em uma igreja por curiosidade. Hoje, controla toda a divulgação e ampliação do grupo. "Temos livros em diversas bibliotecas da cidade, como a Mário de Andrade. Estamos agora atrás de um grande prédio para ampliar a Cientologia por aqui. Também queremos ir para o Rio. Sabemos que o Rio precisa muito de uma igreja de Cientologia. A recente infestação de dengue comprova que os cariocas não estão bem espiritualmente."

O Diário

Pesquisa mostra aprovação a projeto que pune preconceito contra gays

Uma avalanche de ligações para o serviço de atendimento "Alô Senado" rejeitando o projeto de lei que torna crime a discriminação contra homossexuais, ao longo de um ano, levou a direção do Senado a fazer um levantamento nacional pelo seu instituto de pesquisa, o DataSenado, para ter um termômetro próprio sobre o assunto. O resultado da pesquisa surpreendeu: foi o inverso das manifestações ao "Alô Senado", a maior parte delas direcionadas por grupos ligados a igrejas evangélicas e setores da Igreja Católica.

Nos últimos 12 meses, esse serviço de atendimento recebeu 140 mil ligações sobre o assunto, número recorde nos últimos cinco anos. Do total de ligações e mensagens eletrônicas enviadas, 73% se manifestaram contra o projeto de lei e só 13% defenderam. Essa movimentação dos grupos de pressão aconteceu depois que o projeto, já aprovado na Câmara, chegou ao Senado. Atualmente, ele está sendo analisado na Comissão de Assuntos Sociais.

O levantamento feito pelo DataSenado entre os dias 06 e 16 de junho revelou que 70% dos entrevistados concordam com a aprovação da lei que pune atos de discriminação ou preconceito contra os homossexuais, o PLC 122/2006. O texto prevê pena de prisão de até cinco anos para atos de discriminação. Apenas 26% dos entrevistados disseram discordar do projeto; 69% disseram que o conheciam e 30%, que desconheciam a proposta. Foram ouvidas 1.122 pessoas por telefone, em todas as capitais brasileiras. A margem de erro da pesquisa é de 3%.

- Os resultados foram diferentes porque os dados do "Alô Senado" são manifestações de grupos da sociedade civil e a pesquisa é feita com a representação de toda a população brasileira, por amostragem - diz a diretora de pesquisa de opinião pública do Senado, Elga Lopes.

Durante os últimos meses, as telefonistas do Senado perceberam um movimento organizado de pessoas que se dizem orientadas por pastores evangélicos para defender a derrubada do projeto. Em um dos casos, conta a operadora Luana Germano, uma cidadã disse que ouviu na igreja que o projeto previa o casamento entre homossexuais. Quando foi informada de que a proposta apenas punia o preconceito, voltou atrás.

Globo

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A BÚSSOLA DE OURO

Filme A Bússola Dourada, foi baseada nos livros de Philip Pullman, chamados "HIS DARK MATERIALS", que significa aproximadamente: "Seus Trabalhos das Trevas".

Philip Pullman, admitiu no ano de 2003, "Meus filmes são a respeito da morte de Deus", e mais tarde admitiu que seu objetivo é que as crianças de todo mundo "decidam contra Deus e o Reino dos Céus".

Ele ainda disse, que a "Religião Cristã é um poderoso e convincente erro, só isto", e declarou que a maneira de alcançar todo mundo "é escrever livros para as crianças", e desta forma contaminar toda uma geração.

Na Inglaterra, seus livros são mais populares do que Harry Potter, a série sobre o menino que pratica bruxarias, e os livros de Pullman estão começando a ganhar força principalmente nos EUA.

Entre outras coisas, o filme, assim como na história original, retrata um mundo paralelo no qual criaturas chamadas "daemons" levam a alma das pessoas... Repare a palavra daemons... É uma corruptela da palavra demons em inglês, ou seja, demônios...

Como era de se esperar, o mal nunca vem mostrando sua verdadeira face, e o filme é cheio de efeitos especiais bonitos de se ver, trazendo a atriz Nicole Kidman, para atrair o público e a mídia....Mas por trás de toda beleza cinematográfica, está uma mente inspirada pelo diabo, para causar dano nas mentes de milhões de crianças.

Várias Igrejas já se manifestaram contra o filme, reconhecendo sua perversidade, e temendo que as crianças ao assistirem ao filme, queiram ler os livros de Pullman, cujo conteúdo é ainda mais perverso.

Pais, Educadores e Líderes Infantis instruam acerca deste plano maligno de distorção do caráter das crianças em relação ao temor a Deus. Nossa melhor arma contra esse ataque e a informação dos fatos!



Colaboração:

Pr. Marcio de Biazzi


Fonte: www.cacp.org.br

Este artigo foi enviado por email. Depois avaliado pelo CACP e aprovado para publicação. Lembrando que cada autor é responsável pelo seu artigo. Os artigos não expressam necessariamente a opinião do CACP.

Ministério Internacional Creciendo en Gracias

Um outro evangelho!

“Vocês são todos abençoados”, diz o líder, ao abrir a reunião. Em seguida, em meio a aplausos e murmúrios de frases nada convencionais, ordena que as pessoas digam que “esteja ativada a mente de Cristo”. Apesar de certas frases e a liturgia serem semelhantes à de algumas igrejas evangélicas, todavia, estamos diante de um dos grupos pseudocristãos mais perigosos que têm surgido nos últimos tempos: o Ministério Creciendo en Gracias [Crescendo em Graça], o qual, daqui por diante, chamaremos de MCG.

O MCG se mostra um movimento muito fértil em produzir heresias. Tais desvios doutrinários, por vezes, vêm camuflados com nomes atrativos, como, por exemplo, “cápsulas de graça”, que, segundo eles, nada mais são do que “o resumo de um fundamento da doutrina da graça que contém a posição tradicional e desviada dos religiosos...”.
Neste artigo, pretendemos expor os ensinos pregados por esse movimento para que o povo de Deus não seja “levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Ef 4.14).

Toda a nossa pesquisa está baseada no site oficial do MGC.

Origem do movimento

Seu idealizador foi o porto-riquenho José Luiz de Jesus Miranda, mais conhecido como “o apóstolo”, fundador e líder do MCG. Não nos deteremos em refutar todas as heresias concernentes à sua pessoa, mas somente as heresias que consideramos de maior importância para a manutenção da ortodoxia doutrinária.

A sede mundial do MCG fica em Miami, Flórida, EUA. Fundado por volta de 1986, o movimento chegou ao Brasil dez anos atrás, aproximadamente.1 Atualmente, a central do movimento por aqui fica em Guadalupe, bairro do Rio de Janeiro, RJ. O MCG alega que está presente em todo o continente americano e na Austrália, perfazendo um total de 24 países. No Brasil, estão fixados em nove Estados, sendo que em São Paulo possui seis igrejas, as quais denominam “centros educativos”. Mantêm ainda vários programas de rádio e TV.

Um movimento excêntrico

Problemas com a hermenêutica

Pesquisando o MCG por meio de seus sermões, testemunhos e credos, fica fácil traçar o perfil doutrinário e a tendência psicológica do grupo. São pessoas que vivem sob a tutela de “revelações”. O próprio fundador alega ter recebido sua doutrina diretamente de Jesus: “A fé é uma ciência, olhe, essa ciência ninguém nesta terra conhece [...] nem eu a conhecia. O Senhor me comunicou, pessoalmente...”. O MCG usa e abusa de textos bíblicos de maneira inescrupulosa a ponto de truncar determinados versículos a fim de sustentar seus pontos de vista heréticos. Veremos isso nas distorções apresentadas mais adiante.

Problemas com a semântica

Fazem uso de uma semântica enganosa, pois, ao mesmo tempo em que exprimem suas doutrinas usando termos tipicamente cristãos, atribuem, contudo, significados totalmente diferentes, reinterpretando os termos bíblicos. Um exemplo disso é o que eles entendem pela palavra cristão: “... Ser cristão não é receber a Cristo como Salvador ou crer nele, mas, sim, receber e aceitar os ensinos que o apóstolo Paulo deixou como fundamento, e que agora o apóstolo José Luis de Jesus explica para a edificação do Corpo de Cristo”.

Semelhanças do MCG com as demais seitas

Unicismo

Não acreditam na Trindade. São modalistas. Para eles, Deus é uma só pessoa que se manifestou de três maneiras diferentes (também chamado de sabelianismo). Dizem: “ Cremos que Deus é um, e um é o seu nome. O trinitarismo é uma falsa doutrina que pretende separar a pessoa de Jesus Cristo de Deus Pai como dois seres em separado. O unitarismo ensina que é só Jesus. Ao contrário, nós ensinamos que Jesus é também o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Três manifestações, porém, um só Deus”, semelhante ao que crêem os grupos Tabernáculo da Fé, Voz da Verdade e Igreja Local”.

Aniquilacionismo

De forma idêntica às testemunhas-de-jeová e aos adventistas do sétimo dia, são aniquilacionistas. Não crêem no inferno de fogo e chegam a afirmar: “Com respeito ao evangelho, quer dizer, às quatorze cartas que Paulo escreveu depois da cruz, nunca mencionou a palavra inferno, isto se deve ao fato de que o inferno não existe”.

Reencarnacionismo

Também acreditam na possibilidade da reencarnação: “Veja bem, a reencarnação é um recurso usado por Deus do jeito que Ele quer. Não é uma forma automática na vida do crente. É totalmente regulada por Deus”.

Preexistência dos espíritos

Semelhante à crença mórmon, acreditam na preexistência dos espíritos. Na verdade, acreditam que os anjos não são nada mais que espíritos sem corpos e os seres humanos, anjos com corpos. Referindo-se aos adeptos do grupo, dizem: “Os membros desta família sabem que existiam em condição de anjos antes da fundação do mundo”.

Adão como Satanás

Para eles, Adão foi Satanás encarnado. Ao morrer na cruz, Jesus aniquilou o pecado de Adão que seria a obra do diabo; ou seja, o diabo e o pecado não existem mais, foram aniquilados. “Deus depositou no primeiro homem o espírito de Satanás; ou seja, Adão era Satanás...”.

Deificação do homem

Assim como os localistas e os novaerenses, também acreditam que são deuses: “Você é um espírito criado por Deus à sua imagem e semelhança, porque Deus teve filhos, e Deus os chamou de deuses. Diga: SOMOS DEUSES...”.

Peculiaridades doutrinárias do MCG

Afirmam que existem dois evangelhos: um falso (o da circuncisão), pregado por Pedro e os demais apóstolos, e outro verdadeiro (o da incircuncisão), pregado por Paulo e agora por José Luiz de Jesus;

Fazem diferença entre Jesus de Nazaré e Jesus Cristo. Dizem: “É por isso que Paulo ensinava a servir àquele que ressuscitou e não a Jesus de Nazaré, que foi o corpo de Cristo (Rm 7.4). Em outras palavras, servir a Jesus Cristo ressuscitado é colocar-se depois da cruz e imitar a Jesus de Nazaré é colocar-se antes da cruz”. E mais: “O evangelho diz que, para darmos fruto para Deus, devemos ser do ressuscitado. Se você é de Jesus de Nazaré dá fruto, porém, para os homens, porque a doutrina de Jesus de Nazaré produz fé fingida”.

Tentam fazer uma antítese entre o evangelho pregado por Paulo e o evangelho pregado dos demais apóstolos, principalmente Pedro e João. Referindo-se a Pedro, afirmam: “Paulo profeticamente disse: ‘Com a minha partida, entrarão lobos vorazes que não perdoarão o rebanho’ (At 20.29). E mais: “Que antes da vinda do Senhor se manifestaria a apostasia, o iníquo (2Ts 2.4). Quem se opôs ao sacrifício de Jesus (Mt 16.21-23), quem se opôs ao evangelho de Paulo (Gl 2.11-14)? Pedro, o mesmo que deu a mão a Paulo em sinal de companheirismo e que, em seguida, Paulo repreendeu por ser hipócrita (Gl 2.9-14). Foi por isso que Paulo disse que o mistério da iniqüidade já estava em ação (Pedro), mas havia quem o deteria (Paulo), até que fosse tirado do meio (2Ts 2.7)”.

Referindo-se a João, afirmam, no mesmo fôlego: “Quando um crente é iluminado, ele entende que o diabo já não existe mais, que o pecado foi aniquilado, que está morto à lei, que foi Deus quem o escolheu antes da fundação do mundo, que é santo e está sem mancha diante do Senhor. Do contrário, ele chama esta revelação de blasfêmia, heresia. E mais, porque João não foi iluminado por esta palavra, ele chamou Paulo de anticristo, porque Paulo ensinava a não imitar a Jesus de Nazaré, mas a Jesus Cristo, o ressuscitado (Rm 7.4)”. Sustentam, ainda, que somente o apóstolo Paulo recebeu a revelação do evangelho da graça.

Segundo o MCG, as igrejas cristãs foram somente aquelas fundadas a partir do apóstolo Paulo. As demais, ainda na concepção deles, eram todas seitas judaicas, não tendo nada a ver com o evangelho de Cristo.

Não batizam, não tomam a santa ceia e não incentivam os membros ao arrependimento de pecados, pois entendem que tudo isso deve ser deixado de lado. Para que possam sustentar tal absurdo, argumentam que essas coisas são apenas rudimentos da doutrina de Cristo que ficaram para trás.

Neomarcionismo

Sem dúvida, o senhor José Luiz pretende reviver, com todo o vigor, as antigas heresias marcionitas. É o neomarcionismo redivivo em pleno século XXI.

Marcião foi um presbítero do século 2o que, no esforço de afastar e eliminar do cristianismo todos os elementos judaicos das Escrituras do Novo Testamento, com o objetivo de “desjudaizar” a religião cristã, elaborou uma depuração dos escritos neotestamentários. Rejeitou os evangelhos de Marcos, Mateus e João. Forjou seu próprio cânone com textos selecionados do evangelho de Lucas e das cartas paulinas, muitas delas mutiladas. Para ele, nenhum dos apóstolos havia entendido perfeitamente a doutrina de Jesus, com a exceção de Paulo. Por isso, Paulo, para Marcião, é o apóstolo por excelência, pois recebeu de Jesus, por revelação, o verdadeiro evangelho. Fazia, ainda, distinção entre o deus mau do Antigo Testamento com o deus bom do Novo Testamento.

Esses ensinamentos são hoje apregoados por José Luiz de Jesus, que os confirma com a seguinte declaração: “Você não pode conhecer a Deus na lei. Imagine você. Esse Deus do Antigo Testamento. Deus não é assim. Esse é um lado de Deus. Esse é o lado mau de Deus, porque Deus é bom e Deus é mau”.

É interessante que a semelhança entre os dois sistemas é idêntica até mesmo nos pormenores. É sabido que Marcião foi o primeiro a formular um cânon pessoal, enquanto o senhor José Luiz divide arbitrariamente a Palavra de Deus da seguinte forma: Escrituras (escritos do Antigo Testamento), História (os quatro evangelhos e o livro de Atos) e Evangelho (somente as epístolas paulinas, inclusive Hebreus).



Adão e Satanás são a mesma pessoa?


“Como caíste do céu [...] Como foste lançado por terra...” (Is 14.12-16).
Os adeptos do MCG acreditam que este texto aponta para Adão, o qual seria o próprio Satanás. Dizem que a palavra “cortado”, em certa tradução, está errada. O certo seria “foste formado”.

Resposta apologética

Antes de tecermos quaisquer comentários sobre isso, é bom lembrar que a Bíblia sempre compara Satanás com a antiga serpente, o dragão, o leão (2Co 11.3,14; Ap12.9; 20.2), mas nunca com Adão. A serpente é a mesma que tentou Adão e Eva (Gn 3). Portanto, a gênese da queda envolveu três personagens: Adão, Eva e a serpente, influenciada por Satanás. Outro fato que deve ser considerar é que o capítulo inteiro é uma continuação da profecia contra o império da Babilônia (Is 13.1; 14.4). Quem caiu foi o rei da Babilônia (Is 14.8), monarca que debilitava as nações (Is 14.12) e era soberbo (Is 13.19). A história nos relata que os reis babilônicos tinham todas essas características de grandeza (Dn 4.22); mas, por fim, foram abatidos (Cf. Is 14.23 com Is 47.10). O “homem” do qual fala o verso 16 não pode ser Adão, porque, em sua época, não havia reinos ou nações. Adão não tinha cidades e muito menos fazia pessoas cativas (v.17). Mas isso se encaixa perfeitamente com o rei da Babilônia, usado no texto como figura de Satanás.

Pedro foi inimigo de Paulo?

“... Mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo” (Gl 1.6-8).

Declaram que este texto refere-se aos apóstolos, principalmente Pedro, que queriam perverter o evangelho de Paulo.

Resposta apologética

Certamente, o apóstolo Paulo está-se referindo à repreensão dada a Pedro em Gálatas 2.11. Mas daí construir uma aversão entre o evangelho de Paulo e o evangelho de Pedro é ser desonesto com o contexto bíblico, até porque este incidente foi tão irrelevante que Lucas não o menciona em seu livro: Atos dos Apóstolos. Havia, na igreja, muitos da circuncisão (At 10.45; 15.5). O próprio Pedro teve problemas com alguns deles (At 11.2). Este incidente, talvez, explique o receio na atitude de Pedro em Gálatas 2.12. O que Paulo condenava, ao que parece, era o fanatismo de alguns (Fl 3.2) e não o ministério da circuncisão que lhes fora confiado (Cl 4.11). Paulo chega a reconhecer os dois ministérios como sendo de procedência divina (Gl 2.7,8). Dois ministérios, mas um mesmo evangelho.

Paulo se submeteu à igreja-mãe, em Jerusalém (At 15.2,3.22), e quando menciona aqueles “que pareciam ser alguma coisa” (Gl 2.6), parece referi-se aos mesmos que se diziam da parte de Tiago (Gl 2.12), mas que não foram enviados por este (At 15.24). Paulo, depois do incidente com os da circuncisão em Antioquia, subiu a Jerusalém para decidir sobre essas questões teológicas com os apóstolos e obteve deles todo o apoio, inclusive o de Pedro (At 15. 23-29). Portanto, a censura de Paulo em Gálatas 1.6,7 não é dirigida aos apóstolos, mas aos da falsa circuncisão (Tt 1.10), dos quais Pedro também foi vítima.

Não ao batismo e ao arrependimento?

“... Deixando os rudimentos da doutrina de Cristo...” (Hb 6.1,2).

Acreditam que este texto os isenta do batismo e do arrependimento. O batismo seria um rudimento a ser abandonado de vez pelos cristãos.

Resposta apologética

Mal interpretado pelos adeptos do MCG, o texto em referência não diz o que eles afirmam dizer. O que o escritor está dizendo tem sua razão em Hebreus 5.12-14. Todos os itens alistados nos versos 1 e 2 são os passos iniciais de quem ainda é novo convertido. Em contrapartida, pelo tempo que já estavam no evangelho, deveriam ser mestres. Mas, metaforicamente, ainda estavam se alimentando com “leite”; ou seja, com as primeiras doutrinas cristãs, da necessidade de se arrependerem dos pecados, de se batizarem, de terem fé em Deus, de ouvirem falar que haverá um juízo final, etc., ensinamentos voltados aos novos convertidos e não aos cristãos amadurecidos na fé, no conhecimento e na graça de Deus. Em verdade, já estava na hora de tais cristãos irem além dessas doutrinas e prosseguirem para a maturidade (perfeição) espiritual, tendo em vista as tribulações que estavam passando.

O texto não desobriga nenhum cristão da observância do batismo e das outras doutrinas, antes, está alertando quanto o perigo de alguém estacionar naquilo que aprendeu. Se negarmos o batismo e o arrependimento, baseados nesse texto, teremos de negar também o juízo final, a fé em Deus e a ressurreição, coisas que os adeptos do MCG ainda crêem estarem em vigor.

Não existe mais pecado?

Pelo fato de não enfatizarem o arrependimento, acabam tolerando algumas práticas imorais. Dizem que não pecamos mais, porque Jesus destruiu nossos pecados de uma vez por todas (Hb 9.26).

Em resposta a uma pergunta relacionada à aceitação de homossexuais no MCG, e se os mesmos, vivendo na imoralidade, teriam a possibilidade de ser salvos, vejamos o que disseram: “Também é importante esclarecer que algumas manifestações carnais (bebedices, práticas homossexuais, iras, etc.) não podem, de maneira nenhuma, afetar a nossa posição em Cristo (Hb 10.14), tampouco afetar a nossa salvação: ‘Porque pela graça sois salvos, por meio da fé’ (Ef 2.8); as debilidades da carne não são tomadas em conta pelo Senhor, já que Ele vê o nosso crescimento espiritual e não a nossa atividade carnal”.

Resposta apologética

O apóstolo Paulo constantemente incentivava os crentes ao arrependimento (2Co 7.6-10). Além disso, a palavra aniquilar, athetesis, no texto grego em pauta, não quer dizer destruição. Ela vem de atheteo, que significa “pôr de lado”, “desprezar”, “negligenciar”, “opor-se à eficácia de alguma coisa”, “anular”, “tornar sem efeito”, “frustrar”, “rejeitar”, “recusar”, “fazer pouco caso”. De fato, Jesus anulou os nossos pecados na cruz, mas isto não quer dizer que o homem não peca mais e, por isso, não precisa de arrependimento. Isso não é verdade. O próprio Paulo reconhecia que era pecador (1Tm 1.15).

Considerações finais

Infelizmente, algumas questões não foi possível responder aqui. O emaranhado de desvios sustentados pelo MCG poderia nos render um livro sobre o grupo. Esgotar o assunto, porém, não foi o nosso objetivo. Como percebemos, o MCG não passa de mais uma seita (entre tantas outras) que está pregando outro evangelho com outro Jesus (2Co 11.4).

O que expusemos neste artigo é uma pequena parte das inúmeras heresias que o movimento propaga, porém, cremos que tal abordagem seja o suficiente para alertar os verdadeiros cristãos, para que não se deixem enganar por “estes ventos de doutrinas” (Ef 4.14), especialmente pela roupagem evangélica que a maioria das seitas apresenta.

Estejamos atentos e engajados na perseguição da graça e do conhecimento de Deus (2Pe 3.18). Esses elementos caminham juntos e é prejudicial à vida cristã privilegiar um em detrimento do outro. O exagero geralmente conduz ao erro. A verdadeira graça, tal como é pregada nas Escrituras, nos conduzirá ao conhecimento, e este, por sua vez, será a ferramenta que sempre utilizaremos para rejeitar toda e qualquer tentativa de distorção da graça divina.


Fontes de referência:

http://www.brazil.creciendoengracia.com

Desafio das seitas. Ano IV, nº 13 – 1º trim. 2000, p.12.

Desafio das seitas. Ano IV, nº 14 – 2º trim. 2000, p. 4.

Revista El Apostolado. Outubro/ 1998.


FONTE: www.cacp.org.br

Presbítero da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, professor de religiões, vice-presidente do CACP e escritor.

A IGREJA DE SATANÁS

Ao abordarmos este tema, é de vital importância entendermos primeiro o que é o satanismo e como ele funciona:

Bem Vejamos...

A IGREJA DE SATANÁS

A igreja de satanás foi oficialmente criada por Anton Szandor La Vey (1930-1997), em 30 de abril de 1966. O mesmo La Vey foi o escritor da bíblia satânica. A sede dessa igreja fica em São Francisco (Estados Unidos), cidade mundialmente conhecida por seus habitantes predominantemente lésbicas e homossexuais.

No Brasil a igreja de satanás foi fundada em abril de 1997 por Lord Ahriman, conhecido como Deacon Paulo. Em 1998, com o desaparecimento do líder mundial da igreja, o deacon Paulo passou a atuar de forma totalmente independente, sem precisar prestar contas à sede. As igrejas são chamadas “grottos”.

CONVICÇÕES E PRÁTICAS DA IGREJA DE SATANÁS

Eles não adoram uma deidade viva. A ênfase principal recai sobre e no poder e autoridade do satanista individualmente em lugar de um deus ou deusa;

Eles acreditam que não existe nenhum redentor que deu sua vida pela humanidade – que cada pessoa é a própria redentora dela mesma, completamente responsável pela direção de sua própria vida;

O satanismo alega respeitar e exaltar a vida. Dizem que as crianças e animais são as mais puras expressões desta força de vida, e como tal é sagrado e precioso.

AS NOVE CRENÇAS SATÂNICAS

1.Satã representa os prazeres, não a abstinência;

2.Satã representa uma existência vital, não um sonho espiritual;

3.Satã representa a sabedoria imaculada, não a hipocrisia;

4.Satã representa a bondade para aqueles que o servem, não o amor ingrato;

5.Satã representa a vingança, não o dar a outra face;

6.Satã representa a responsabilidade para o responsável, não o ficar ao léu;

7.Satã representa o homem como um outro animal, todavia melhor, ou muitas vezes pior que os que andam em quatro patas, graças às suas crenças espirituais e ao seu desenvolvimento espiritual. É isso que faz do homem o mais viciado dos animais;

8.Satã representa tudo o que é chamado pecado, o que pode conduzir a uma gratificação mental, física ou emocional;

9.Satã é o melhor amigo que a igreja jamais teve.

CERIMÔNIAS

1.Magia de sexo (inclui masturbação);

2.Ritual de felicidade;

3.Ritual de destruição ( inclui magia negra )

REGRAS DE COMPORTAMENTO

1.A oração é inútil pois distrai as pessoas;

2.Os membros desfrutam de indulgência em vez de abstinência. Eles praticam com alegria todos os sete pecados cristãos (ganância, orgulho, inveja, ódio, luxúria, glutonaria e indolência). Se um homem bater em sua face, bata na dele também;

3.Faça aos outros como eles fazem a você. Se ocupe livremente de atividades sexuais, conforme suas necessidades exigem( que podem ser com um só parceiro ou tendo sexo com muitos outros; pode ser do tipo heterossexual, homossexual ou bissexual, usando fetiches sexuais como desejar;

PROGRAMA DE TRABALHO POLÍTICO

1.Término do mito de igualdade para tudo;

2.Taxa para todas as igrejas;

3.Remover qualquer convicção religiosa que esteve incorporada à legislação.

SATANISMO INFILTRADO

Mais do que abordar o tema, vamos apresentar abaixo uma carta recebida por este ministério, que serve de alerta para abrir os olhos do povo de Deus, para que não sejamos displicentes e não subestimemos o nosso inimigo,

O diabo, que nos rodeia, buscando sem cessar, a nossa queda. Serve também para as igrejas que adoram pregar prosperidade, levando pessoas a descer às águas do batismo, e a servir a Jesus, sem lhes preparar e ensinar a sã doutrina.

FONTE: www.profeciasbrasil.com

Opus Dei: Que ordem é essa?


Ao longo do tempo, o Opus Dei amealhou grande número de inimigos, inclusive dentro da própria Igreja Católica.


História da oposição

Segundo relatam defensores do Opus Dei, a oposição à prelazia teria se iniciado nos anos 1940, quando alguns jesuítas, liderados pelo Frei Ángel Carrillo de Albornoz, que mais tarde deixaria a Companhia de Jesus, denunciaram o Opus Dei por ensinar "uma nova heresia". Não era nada ortodoxo, afirmavam, ensinar que leigos podiam ser santos sem votos públicos e vestes distintas.

Baseando-se nos informes da Espanha, o superior-geral da Companhia de Jesus, Frei Wlodimir Ledochowski (1866–1942), relatou ao Vaticano que considerava o Opus Dei "extremamente perigoso para a Igreja na Espanha". Ele o descreveu como tendo um "caráter sigiloso" e via "sinais de uma inclinação velada para dominar o mundo com um tipo de Maçonaria Cristã". Estas alegações contra o Opus Dei vindas do âmago de eminentes círculos eclesiásticos ("a oposição da boa gente", como Escrivá a chamava), a qual ocorreu periodicamente ao longo de sua história, é considerada uma das raízes das acusações atuais vindas das mais variadas direções. Esta é a conclusão de alguns escritores, incluindo o vaticanista da CNN John L. Allen, Jr.

De acordo com John Allen, uma das fontes originais de críticas ao Opus Dei são alguns membros da Companhia de Jesus que não compreenderam a grande diferença existente entre o Opus Dei e as ordens religiosas. O Opus Dei é composto por cristãos leigos comuns que tentariam alcançar a santidade sem qualquer marca distintiva externa, da mesma forma como, justificava Escrivá, os primeiros cristãos não se diferenciavam externamente dos demais cidadãos do Império Romano.

Além da campanha de descrédito movida nos anos 1940, alguns jesuítas teriam retornado à carga na década de 1950, quando informaram a pais de membros do Opus Dei na Itália, que seus filhos estavam sendo conduzidos à danação. Outro escritor jesuíta que fez ataques ao Opus Dei foi Michael Walsh, que posteriormente deixou a Companhia de Jesus. Acredita-se que alguns jesuítas e outros setores clericais teriam originado o "mito" de que o Opus Dei apoiou o fascismo e que estaria associado, daí em diante, com regimes de ultra-direita.


Críticas

O Opus Dei foi chamado "a força mais controversa na igreja Católica, e Escrivá foi descrito como uma figura polarizadora. Em países de língua inglesa, uns dos críticos mais contundentes é o grupo denominado ODAN (Opus Dei Awareness Network). Outros críticos incluem ex-membros do Opus Dei, teólogos e adeptos da Teologia da Libertação.


Secretismo

Os críticos argumentam que o Opus Dei possui um acentuado caráter secreto; por exemplo, os membros geralmente não divulgam publicamente sua afiliação ao Opus Dei. Esta suposta prática teria favorecido especulações sobre a pertença de pessoas eminentes em todo o mundo, incluindo ministros, senadores, presidentes, jornalistas. Críticos também alegam que os numerários são pressionados a evitar contatos com não-membros, incluindo os próprios familiares.


Recrutamento

O Opus Dei também foi acusado de práticas de recrutamento desleais e agressivas, tais como, rezar a Deus fervorosamente pela vocação de um potencial novo membro, instruir os numerários a desenvolver amizades e freqüentar eventos sociais com a finalidade de recrutamento. Sobretudo, críticos alegam que o grupo mantém um grau extremamente elevado de controle sobre seus membros, por exemplo, numerários geralmente facultam a leitura de sua correspondência a seus superiores, membros também são admoestados a não ler determinados livros sem permissão de superiores.

A primeira mãe de um numerário a publicar um livro contra o Opus Dei, Betty Silberstein ("Opus Dei - A Falsa Obra de Deus - Um Alerta às Famílias Católicas", de 2005), faz uma acusação extremamente dura: "o Opus Dei é como o traficante na porta da escola. Sem contar que, em todas as congregações, os seminaristas passam por vários testes para ter certeza da vocação. Na Obra, ela é imposta".

Josefa e Francisco Rodrigues, pais de Taís, numerária auxiliar que vive num centro no Paraná, iniciaram uma campanha através do Orkut ("Opus Dei - Libertem Taís!!!") para que a instituição permita que a filha volte para o convívio deles. Taís, que foi trabalhar num centro aos 17 anos de idade, hoje tem 23 anos e não demonstra intenção de sair. Os pais, por sua vez, acusam o Opus Dei de ter transformado Taís num zumbi.


Mortificação

Os críticos também consideram como práticas reprováveis a mortificação corporal (uma prática em que são usados cilícios com espinhos na perna) e a penitência.

O próprio Escrivá recebeu muitas críticas. Seus oponentes indicam que suas práticas pessoais do mortificação eram ainda mais extremas do que aquelas executadas pelos numerários, incluindo o extenso uso de disciplinas. Seus oponentes também criticam máxima de Escrivá sobre o sofrimento: "Amada seja dor. Santificada seja a dor. Glorificada seja a dor".


Política

Os críticos também afirmam que Escrivá e a organização favoreceu os governos de Francisco Franco e Augusto Pinochet. Chegou-se a alegar que Escrivá simpatizasse com Adolf Hitler.


Conclusão

O Opus Dei é uma máquina manipuladora perfeita, perversa, sugadora da individualidade e da liberdade de seus membros e só poderá ser detida ou reformada se pessoas decentes dentro da Obra se revoltarem e não aceitarem as loucuras que dizem ser vontade de Deus.


Este artigo foi enviado por email. Depois avaliado pelo CACP e aprovado para publicação. Lembrando que cada autor é responsável pelo seu artigo. Os artigos não expressam necessariamente a opinião do CACP.


FONTE: www.cacp.org.br


Missões : Justiça para o caso Elina Das

BANGLADESH - Elina Das, 13 anos, estava indo ao banheiro localizado fora de sua casa aproximadamente às 3h da manhã do dia 2 de maio quando cinco jovens muçulmanos a seqüestraram e a levaram para um lugar isolado. Ali ela foi estuprada. Elina é filha do pastor Motilal Das, da Igreja Betânia Unida, no distrito de Mymensingh, Bangladesh.

(Fonte: Portas Abertas)
- “Ela sempre ia ao banheiro sozinha; nós não notamos que ela tinha sido seqüestrada”, disse o pai de Elina, o pastor Motilal Das, em uma entrevista a Portas Abertas.

Elian não sabia que cinco jovens muçulmanos estavam esperando para atacá-la. Alguns momentos depois, ela foi agarrada à força, levada para um local isolado e estuprada repetidas vezes.

Naquela mesma manhã, ela foi deixada quase inconsciente na frente de casa. Elina conseguiu retirar a mordaça de sua boca e gritar por ajuda – foi o primeiro momento no qual o pastor Motilal Das percebeu que algo errado estava acontecendo.

Os agressores são conhecidos

Quando ele correu para ajudar sua filha, ele viu dois dos seqüestradores fugindo - Dulal Miah, 32) anos, e Shebul Miah , 22 anos. Eles o avisaram para não prestar queixa, ou eles iriam queimar a casa e a família seria expulsa da vila de Laksmipur Bazar, sub-distrito de Fulbaria.

Antes do incidente, os jovens da vizinhança e da escola estavam ridicularizando Elina por causa de sua fé. Ela contou a seu pai sobre isso, mas o pastor Motilal decidiu não tomar nenhuma atitude legal, acreditando que tornaria as coisas piores.

“Mas eu nunca pensei que os muçulmanos iriam tão longe cometendo atos tão brutais”, disse o pastor Motilal.

À tarde, o pastor Motilal tentou apresentar o caso na delegacia de Fulbaria, mas os policiais não quiseram ajudá-lo, a não ser que eles lhes desse dinheiro.

Crime inafiançável

Sem dinheiro, tudo o que o pastor pode fazer foi insistir para que os policiais fizessem as prisões, já que os criminosos ainda estavam sendo vistos na vila e gritando ameaças contra ele.

Então ele telefonou para um pastor da Assembléia de Deus, que é seu amigo. Com a ajuda do pastor, o primeiro boletim de ocorrência, de número 02/5/08, foi apresentado contra Shebul e Dulal Miah citando os artigos 9 e 3, seção 30 da Lei de 2003 sobre abuso de crianças e mulheres. Segundo esta lei, estupro é inafiançável e os culpados são punidos com pena de morte.

Policiais da delegacia de Mymensingh vieram buscar as roupas de Elina para exames e prenderam Shebul Miah. Apesar de ter sido preso, ele não foi interrogado.

“Eu não tenho dinheiro; eu não tenho nem mesmo comida em casa. Se vocês não fizerem justiça, eu esperarei no meu Deus por justiça”, disse o pastor Motilal quando a polícia de Mymensingh pediu 20.000 taka (aproximadamente R$ 600).

Repercussão na mídia

Jornais locais, como o “The Daily Bhorer Kagoj”, “Destiny, Ajkaer Kagoj”, e “Daily Jahan”, imediatamente publicaram o caso de Elina e condenaram o crime, gerando simpatia por ela e por sua família.

O diretor da escola, Mohammad Moksed Ali, onde Elina Das estuda, mandou um documento ao representante do distrito de Mymensingh: “Em nome da escola, nós condenamos severamente este crime odioso. Nós pedimos que os criminosos sejam presos e recebam a maior pena.”

Risco de suborno

A Fundação Shalom, um grupo de advogados para cristãos em Bangladesh, está mantendo conversas com um alto funcionário do país para buscar justiça para Elina. O diretor da fundação, James Hilton, acredita que haja uma boa chance de que a justiça seja feita.

Sua única preocupação agora é o procedimento legista que pode ser manipulado em favor do acusado – se o pagamento for bom. Mas com o estado de emergência ainda em vigor, o senhor Hilton espera que o relatório médico exponha o crime cometido.

Suas roupas – agora evidências materiais – foram mandadas para o Hospital de Mymensingh. Depois disso, o relato do legista será mandado diretamente para a delegacia de Mymensingh, depois de 15 dias. As provas serão examinadas em outro hospital, em Dhaka, para fortalecer o caso de Elina.

Em 3 de maio, o pastor Motilal e sua família se mudaram para um local desconhecido por causa das ameaças. Este artigo garante o anonimato parcial de Elina por causa da importância e natureza do crime cometido contra ela. Ore por essa família.


FONTE: www.overbo.com.br

domingo, 22 de junho de 2008

EUA: pastor-caminhoneiro leva capela em carreta


Mais de seis milhões de almas passam por essa faixa de cerca de meio quilômetro de restaurantes e postos de gasolina, a cada ano. O reverendo Shannon Rust espera salvar pelo menos algumas delas.
Há quase duas décadas, duas vezes por semana, ele arrasta uma capela no reboque de seu caminhão de 18 rodas até esta movimentada parada de caminhoneiros na Pensilvânia, na entrada da rodovia interestadual 70.
Para a maior parte das pessoas, esse lugar entre Pittsburgh e Harrisburg é literalmente o meio do nada. Representa um tanque de gasolina, um banheiro, uma parada para o café. Mas para Rust, o terreno cheirando a diesel diante do posto All-American Petro é a paróquia ideal para pregar às massas viajantes sobre o sentido da vida.
"Todo mundo aqui tem seguro para seus carros", diz. "Eu quero vender um seguro para suas almas."
Um homem grandalhão, de sorriso fácil e passo lento, Rust, 39 anos, começou a pregar de seu caminhão em 1991. Ele estava seguindo as pegadas de seu pai, Sam, 74 anos, que também tinha um caminhão convertido em capela e desde 1978 viajava pela costa leste dos Estados Unidos pregando aos motoristas (aliás, continua a fazê-lo em pelo menos duas viagens por ano).
Eles são parte da crescente presença religiosa nos postos de parada de caminhões e áreas de repouso de todo o país. No ano passado, 230 paradas de caminhoneiros e áreas de repouso nos Estados Unidos reportavam dispor de capelas, fixas ou sobre rodas, ante cerca de 120 em 2000, de acordo com um guia nacional do setor de transporte rodoviário.
A estrada aberta é um dos poucos lugares em que as pessoas refletem, hoje em dia, e mais gente tem aparecido em seu caminhão-capela trazendo o coração pesado de preocupação, disse Rust.

Perturbadas pela crise das hipotecas, assustadas com o preço do combustível e incertas quanto à guerra, a economia e a eleição deste ano, as pessoas parecem ansiosas e demonstram estar em busca de um senso de segurança, ele afirma.
"É a solidão e a preocupação que sentem", disse, acrescentando que os caminhoneiros, e especialmente os motoristas independentes que precisam bancar suas próprias despesas, são aqueles que enfrentam as maiores dificuldades.
Quando seus celulares quebram o silêncio solitário das longas viagens, em geral são reclamações de suas mulheres, deixadas sozinhas em casa com eletrodomésticos quebrados, filhos bagunceiros ou outros problemas que os motoristas pouco podem fazer para resolver, de tão longe, diz Rust.
"Eles costumavam me pedir que rezasse pela segurança de suas famílias em sua ausência", disse Rust, membro da Assembléia de Deus. "Agora, querem que eu reze também por seus casamentos, suas casas e seus empregos."
Os quatro-rodas, gíria dos caminhoneiros para quem percorre as estradas em veículos que não caminhões, também procuram Rust com suas preocupações.
Recentemente, um antigo viciado que acabara de sair da prisão depois de servir uma sentença de dois anos por posse de metanfetamina sentiu que não estava conseguindo resistir à tentação, e procurou o pastor em busca de ajuda. Rust segurou sua mão e se ajoelhou com ele ao lado da bomba de gasolina, para pedir a Deus que lhes desse persistência.
Antes disso, houve uma jovem prostituta que alguém havia deixado na parada de caminhões. Rust encontrou um lugar onde ela podia dormir em segurança. Na semana passada, uma mulher da Califórnia que vive em seu Ford Taurus enferrujado viajando pelas estradas do país precisava ser convencida de que Deus não a estava punindo por uma vida sem raízes, conta Rust.
"Eu ouço muito mais do que falo, hoje em dia, porque as pessoas que encontro nas estradas têm muito a descarregar", disse.
Quando era jovem, ele passou muitas noites de verão e muitos finais de semana na capela montada na traseira do caminhão de seu pai, em viagens familiares pelo país. Ele descobriu sua vocação religiosa certo verão, em umas parada de caminhões na rodovia interestadual 20, perto de Big Spring, Texas, depois que seu pai encostou o caminhão no acostamento para inspecionar o que parecia ser um pneu furado.
Um homem se aproximou deles chorando e contou sobre seus problemas conjugais e sua batalha contra a vontade de se suicidar. A família orou com ele, e quando se levantou o homem parecia calmo de uma maneira que Rust afirma jamais ter visto. Quando o pai de Rust enfim foi consertar o pneu, descobriu que não estava furado. "Deus realmente sabe como marcar um encontro", disse Rust.
Mas nem todo mundo parece convencido. "Se o reverendo conseguisse ajudar com aquilo, eu poderia começar a acreditar em Deus", disse Cory Lewis, um caminhoneiro independente de Morgantown, Virgínia Ocidental, apontando para a bomba de gasolina.
Lewis diz que hoje ele gasta US$ 2,5 mil por semana para manter seu caminhão na estrada, ante US$ 500 dois anos atrás. Rust diz ter percebido mudanças sutis entre os caminhoneiros e os motoristas, recentemente.
Menos caminhoneiros fazem brincadeiras de mau gosto quando ele reza por eles usando o rádio do caminhão, conta Rust, cuja organização, chamada "Headlight in Trucking", sobrevive com US$ 90 mil em doações anuais obtidas junto a igrejas de todo o país.
"Os problemas estavam por vir há algum tempo", disse Rust, em referência à situação difícil que o país vive.
Ele observou silenciosamente o sinal que colocou ao lado da entrada da capela depois dos ataques de 11 de setembro. O cartaz que antes dizia "bem-vindo a bordo" hoje traz uma paráfrase da Bíblia: "América, saiba disso: Quando o fim estiver por chegar, momentos perigosos surgirão. Você está preparada?"


Tradução: Paulo Eduardo Migliacci ME

Fonte: The New York Time noticiascristas.blogspot.com

MANIFESTE-SE USANDO O “ALÔ SENADO”

O procedimento é simples e gratuito. Primeiro, tenha em mãos o número de seu CEP. Depois disque gratuitamente 0800 612211 A telefonista do "Alô Senado" atenderá perguntando o seu nome. Perguntará se é a primeira vez que você liga para o "Alô Senado". Depois, ela perguntará o número do seu CEP, a fim de fazer sua ficha, para novas ligações. Feita sua ficha, ela anotará sua mensagem, que pode ser, por exemplo:

Quero que os senadores votem pela rejeição total do PLC 122/2006, que cria privilégios para o homossexualismo e instaura a perseguição religiosa no país.

Depois de ter anotado com atenção sua mensagem, a telefonista perguntará a quem você quer enviar a mensagem.

Você pode responder: a todos os senadores do meu Estado.

E ainda poderá acrescentar: Quero que os senadores de meu Estado usem a tribuna para protestar contra o PLC 122/2006

É fácil e é grátis. Ligue e ensine outros a ligar. Coragem!